O ser humano está doente...

O tempo? sempre falta!
O racionalismo exacerbado do ser humano está fazendo mal para o Planeta. Desde quando fomos criados, vivemos a dádiva de sermos possuidores de sentimentos, que nos diferenciam dos outros co-habitantes desse planeta azul. Porém, com o passar dos anos, com a evolução socialfomos perdendo a capacidade de agir como tais. Somos previsíveis, egoístas, inseguros e frágeis.Com a propagação do Capitalismo tornamo-nos escravos enlameados por mazelas ínfimas diante da grandeza de sermos humanos; contudo, ninguém reparou. As decisões são sempre calculadas, pensadas, um erro pode ser fatal. Erramos duas vezes. Ao repugnarmos o erro, criamos máquinas de combates. Perdemos a essência.Na vivência do dia-a-dia nos agredimos mutuamente por motivos banais. Construímos casas cadavez mais fechadas, sem ar, sem sol; o medo faz parte do cotidiano. Enjaulados nos lares. Encarceiradosna alma. Lares desmoronados, famílias desunidas, crianças sem base para enfrentar o mundo, resultam em adultos despreparados. A dignidade humana ficou esquecida. A idéia de tornar o mundo uma grande Aldeia Global só serviu para aumentar o antagonismo já existente, é um clichê, mas é fato: Poucos com muito e muitos com pouco.Mesas fartas, onde é possível. Mesas vazias, na maioria. Claro que valorizar os que se empenham é plausível, mas o problema é dar condições justas para que todos batalhem de forma igual. O mundo é injusto. Progredimos na ciência, física, matemática. Fomos a lua. A velocidade da informação corre demasiadamente. Tudo muito belo, talvez, com ousadia, dá pra dizer: realmente aproveitamos a sabedoria advinda do Criador.E, infelizmente, para que tudo chegasse ao nível que se encontra, dissipamos alguns fundamentos importantíssimos. Vê-se, constantemente, a elevação gradual das doenças psicológicas: Síndrome do pânico, depressão; deixamos de lado a capacidade de sermos seres humanos. Outorgamos esse bem precioso para valorizar o mundo da imagem, sofremos.As máquinas de diversões já não satisfazem mais. Há muito pouca criatividade, Vamos onde todos vão. Sorrimos falsamente, abraçamos falsamente. Com o passar da vida nos tornamos ainda mais rudes, menos adeptos a novasrealidades, nos fechamos, e com isso, fechamos a porta para o mundo. Vivemos numa trupe, essa deve ser a consciência, há uma relação de interdependência nas ações, quando uma pessoa se fecha, milhões de outros indíviduos fazem o mesmo e, com isso, o prejuízo é enorme, a corrente se quebra, o vículo se esvai. Estamos perdendo a capacidade de sermos seres humanos; está tudo muito lógico,isso assusta.
Gustavo Gurgel
14 de janeiro de 2008
Dogmas

Vivemos em uma sociedade regida por dogmas. E isso é algo fácil de perceber se abordarmos alguns temas que em qualquer situação geram polêmica.
Antes disso, gostaria de citar a definição da palavra dogma: se procurarmos em qualquer dicionário veremos que é uma verdade que se tornou verdade apenas porque foi imposta por um poder, e que na maioria das vezes se tornou parte da cultura de um povo, e mesmo sem ter embasamento científico ninguém ousa questioná-la.
Talvez os dogmas, na idade média tenham sido a melhor maneira de manter o poder, sendo que se governava o povo através do medo. O dogma que imperava nessa época era que qualquer informação que a igreja discordasse, era tida como algo ruim, e que vinha de forças malignas. Isso pode ser bem visualizado até hoje, em várias denominações religiosas que pregam a “Verdade de Deus” como lei, em que as pessoas que discordam dessa lei são tidas como seres com passaporte carimbado para o inferno.
Mas por que em pleno século XXI, em que vivemos o auge da tecnologia e da informação, e que o conhecimento tem tanto valor, ainda nos vemos cercados por fanáticos que acreditam ser os únicos com valor perante Deus?
Qual a evolução do ser humano então? Se os mesmos valores de séculos atrás ainda são mantidos intactos?
Faço a todos um convite: vamos refletir se essas verdades têm coerência ou se são apenas uma maneira de manter o poder sobre um povo.
Faço a todos uma pergunta: Seriam as religiões verdadeiramente maneiras de louvar a um ser superior? Ou será que estas já se tornaram uma maneira de manipular opiniões de grandes massas, e de construir impérios através da fé?
Acho que muito pouca gente sabe essa resposta, e talvez ninguém saiba.
Enquanto questiono isso, garanto que em algum lugar do nosso país, há algum pastor vendendo um terreninho no céu para alguém.
Talvez a melhor maneira de terminar esse texto seja deixar essa pergunta no ar, e torcer para que em breve não tenhamos mais uma “Santa inquisição”.
Bruno Arruda