Dogmas

Vivemos em uma sociedade regida por dogmas. E isso é algo fácil de perceber se abordarmos alguns temas que em qualquer situação geram polêmica.
Antes disso, gostaria de citar a definição da palavra dogma: se procurarmos em qualquer dicionário veremos que é uma verdade que se tornou verdade apenas porque foi imposta por um poder, e que na maioria das vezes se tornou parte da cultura de um povo, e mesmo sem ter embasamento científico ninguém ousa questioná-la.
Talvez os dogmas, na idade média tenham sido a melhor maneira de manter o poder, sendo que se governava o povo através do medo. O dogma que imperava nessa época era que qualquer informação que a igreja discordasse, era tida como algo ruim, e que vinha de forças malignas. Isso pode ser bem visualizado até hoje, em várias denominações religiosas que pregam a “Verdade de Deus” como lei, em que as pessoas que discordam dessa lei são tidas como seres com passaporte carimbado para o inferno.
Mas por que em pleno século XXI, em que vivemos o auge da tecnologia e da informação, e que o conhecimento tem tanto valor, ainda nos vemos cercados por fanáticos que acreditam ser os únicos com valor perante Deus?
Qual a evolução do ser humano então? Se os mesmos valores de séculos atrás ainda são mantidos intactos?
Faço a todos um convite: vamos refletir se essas verdades têm coerência ou se são apenas uma maneira de manter o poder sobre um povo.
Faço a todos uma pergunta: Seriam as religiões verdadeiramente maneiras de louvar a um ser superior? Ou será que estas já se tornaram uma maneira de manipular opiniões de grandes massas, e de construir impérios através da fé?
Acho que muito pouca gente sabe essa resposta, e talvez ninguém saiba.
Enquanto questiono isso, garanto que em algum lugar do nosso país, há algum pastor vendendo um terreninho no céu para alguém.
Talvez a melhor maneira de terminar esse texto seja deixar essa pergunta no ar, e torcer para que em breve não tenhamos mais uma “Santa inquisição”.
Bruno Arruda